Current Date:abril 11, 2021

Nomes para ficar de olho: conheça Peach Tree Rascals, lilspirit e Alec Wigdahl

Na última quarta-feira (1) participamos de um showcase com os artistas.

O mundo da música está sempre em movimento, cantores e bandas novas surgem a toda hora. E nós da mídia temos de estar de olho naqueles que prometem despontar no cenário musical e cativar o público. Com esse intuito e buscando aproximar suas atrações ao mercado brasileiro, na última quarta-feira (1),  a 10K Projects e a Caroline Records, selos da Universal Music, realizaram um showcase para apresentar três artistas do seu catálogo,  Peach Tree Rascals, lilspirit e Alec Wigdahl, para a imprensa brasileira. O evento mediado por Camila Srougi permitiu que os jornalistas interagissem com os cantores através de perguntas enviadas no chat da plataforma Vego Virtual.

A transmissão ao vivo aconteceu direto de um estúdio em Los Angeles e foram tomadas todas medidas de segurança necessárias, como o número reduzido de profissionais da produção e uso de máscaras.

 O OFF marcou presença — online — no showcase e, a seguir, você confere tudo sobre os artistas e o que aconteceu no evento. Confira: 

Peach Tree Rascals

A banda formada por Dominic “Dom” Pizano (produtor / mixador), Jorge Olazaba (diretor de criação) e Issac Pech, Tarrek Abdel-Khaliq, Joseph Barros (vocais) foi a primeira a performar durante a live. Com dois anos de atuação, a Peach Tree Rascals se destaca por participar de todos os aspectos de seu trabalho, desde a composição até a produção de seus videoclipes.

“Nosso processo geralmente começa com o refrão, que o Dom, Joseph e Jasper criam, e é ele que nos dá a direção que a música vai tomar, sobre o que ela vai ser.  Depois criamos a  melodia e as letras vem por último, na maioria das vezes. Mesmo se a gente não colocar um tema para a composição e escrevermos separadamente, sem mostrar um para o outro, ela costuma combinar, então temos uma boa química de trabalho. Se o Jorge está lá durante o processo de composição, ele costuma já ir pensando na parte visual e imaginando como será o videoclipe. Então sempre é tranquilo, começamos com o refrão e seguimos o sentimento basicamente. Depois que a música está pronta, o Jorge começa a trabalhar na parte visual e ele é louco, então estamos em boas mãos. É assim que o processo acontece da música até o vídeo, ao merch. Nós mesmos fazemos a maior parte das coisas”, contam Issac, Joseph e Tarrek

O coletivo composto por filhos de imigrantes traz influências de jazz, funk e hip-hop e temas como autoconfiança, realidades, desilusões e a busca por inspiração em suas canções. “Todos nós viemos de contextos diferentes, de diferentes etnias, porém quando se trata de música, ela é extremamente universal. Nós somos grandes amigos há muito tempo e quando vamos criar, compor, tudo meio que se encaixa”.

Apesar do pouco tempo de carreira, o quinteto já possui alguns feitos. Com apenas 13 singles lançados, a Peach Tree Rascals já despontou na paradas das músicas mais tocadas de 30 países e no chart  global do Spotify. Sua canção, Mariposa, já ultrapassou 20 milhões de streams e se tornou um hit  viral no TikTok.  

Atualmente, o grupo está de quarentena junto e aproveitando o tempo por casa para trabalhar em projetos musicais, estreitar a amizade e jogar videogame e basquete — as últimas atividades causam uma competição sadia e pequenos atritos, segundo os integrantes. Dom, Jorge,  Issac, Tarrek e Joseph salientam que neste momento é importante se manter mentalmente e fisicamente ativos. 

A Peach Tree Rascals ainda não realizou nenhum show, apenas ensaios, porém os integrantes não escondem a empolgação com os planos para o próximo ano. “Vamos fazer turnê quando for permitido, acredito que em 2021. Nós iremos a vários lugares, espero que para o Brasil. Estaríamos no Brasil agora, se pudéssemos. Um salve para o Brasil, estaremos aí em breve!”.

Para o showcase, os meninos escolheram as canções Things Won’t Go My Way, as inéditas Fumari, que será lançada ainda neste ano e é uma das favoritas do grupo para performar, e I’m Sorry, que chegará às plataformas digitais em poucas semanas. E encerraram com o sucesso, Mariposa.

 lilspirit

Na sequência, Geno Gitas, mais conhecido pelo nome artístico lilspirit, tomou conta do microfone. O jovem de 19 anos chama atenção por sua personalidade musical, por seus cabelos azuis e por ter a voz semelhante ao do astro pop, Justin Bieber.

“Eu sou comparado com o Justin Bieber, provavelmente, todos os dias e pelo menos umas 20 vezes, eu não me importo, eu amo ele. O Justin é uma pessoa que me inspira e que admiro, então se as pessoas querem me comparar com ele, eu tomo isso como um elogio”, afirma.

Na infância, lilspirit aprendeu a tocar piano e em seguida outros instrumentos como guitarra e bateria. Aos 14 anos, ele começou a produzir suas próprias faixas com auxílio de beats disponibilizados no Youtube. Durante o segundo ano do ensino médio, o jovem tomou uma grande decisão e abandonou os estudos e mudou-se para Los Angeles, para morar com sua irmã, a cantora e compositora Ellise, e se dedicar integralmente a sua música. 

Através de suas produções, o artista ganhou notoriedade no Soundcloud como um ‘emo rapper’ e conquistou sua fanbase. A carreira no underground logo foi redirecionada para o pop, R&B, e em outubro de 2019, lilspirit lançou o single Ugly, a faixa chamou atenção da gravadora Internet Money Records/10K Projects com a qual assinou contrato apenas um mês após o lançamento.

Com o acordo fechado, Geno Gitas logo teve que escolher seu nome artístico e ‘lilspirit’, definitivamente desperta curiosidade. “Esse nome vem de uma marca que eu gosto. Eu estava pensando em nomes e pensei nela, então resolvi meio brincar com as palavras, eu não quero falar qual é a marca, porém é fácil de adivinhar (risos)”, comenta referindo-se a  American Spirit (marca americana de cigarros).

Em maio, o cantor lançou seu álbum de estreia, american spirit. O disco conta com 14 músicas e com a produção de Omer Fedi, Taz Taylor e Nick Mira. Através de faixas bastante pessoais e íntimas, o projeto tem o objetivo de fazer o público conhecer quem o músico é de verdade.

lilspirit possui um talento inegável, o que é provado em seus vocais, produção e composições. O jovem dedica-se fortemente a sua carreira com o objetivo de “chegar ao topo… ser uma estrela”. Passa horas e horas nos estúdios e é considerado um compositor prolífico (sua canção spirit foi escrita em apenas 30 minutos!). O isolamento social não impactou drasticamente a rotina do artista e até mesmo trouxe bons frutos musicais. “Fui afetado um pouco, mas na maior parte da quarentena fiquei trabalhando no estúdio, então eu continuo sendo capaz de fazer música e tudo mais, está sendo ok para mim. Compor tem sido interessante, pois geralmente quando estou criando, eu sou inspirado pelas coisas que estou fazendo, porém agora eu tenho que me inspirar por coisas que não são vivências minhas, como algo que vejo, experiências de amigos, filmes. Tive algumas boas ideias, muitas das músicas que fiz neste período serão lançadas”.

Com influências que vão de Justin Bieber, Drake, Tory Lanez, Bryson Tiller a Billie Eilish, com quem sonha em colaborar um dia e admira sua ‘aesthetic’, sua imagem. lilspirit é definitivamente um dos nomes para o público ficar de olho nos próximos tempos.

Acompanhado do piano, o cantor apresentou as faixas parasite, alien, come home e sins, uma de suas favoritas.

Alec Wigdahl

O cantor e compositor de pop/R&B.  encerrou o showcase da 10K Projects. Com quatro anos de carreira, Alec Wigdahl é conhecido por compartilhar seus sentimentos mais verdadeiros através de suas canções. 

“Comecei a compor para expressar meus sentimentos, minhas emoções, isso foi sempre uma coisa terapêutica e com o tempo percebi que eu gostava mesmo de música. Mas na verdade, comecei a compor porque eu era um triste jovem de 15 anos e queria escrever músicas, isso foi o que me ajudou”, revela.

Acompanhado normalmente por seu violão ou pelo piano, Wigdahl procura se distinguir de outras personalidades que utilizam o instrumento como suporte. “É sobre ser honesto, eu não tento ser o Ed Sheeran ou outra pessoa, procuro ser eu mesmo e acho que isso me torna mais único”.

O artista, que se declara um grande fã de música, tem referências que não contrariam a afirmação, ele é fã de rock clássico de Led Zeppelin, The Rolling Stones e Aerosmith, apreciador do indie de Snow Patrol e admirador de grandes ícones como Jimi Hendrix, B.B. King. 

Com tantos clássicos como inspiração é impossível não extrair insights para sua próprias produções. “Eu passo muito tempo ouvindo canções antigas. Algumas vezes quando você ouve músicas muito boas do passado, você meio que pode trabalhar com elas em algo que nunca foi escutado antes, juntar elementos de diversas músicas velhas. Eu estudei música antes de começar a fazê-la e definitivamente aprendo com músicos e artistas clássicos. Procuro colocar meu próprio toque, transformar elas em minhas”.

Foi durante o último ano do ensino médio que Alec Wigdahl deu seu primeiro passo profissional com o lançamento do EP On My Mind. Após se formar, ele foi para Boston para estudar na Berklee College of Music, no entanto rapidamente desistiu, voltou para casa e matriculou-se na Universidade de Minnesota com o objetivo de continuar trabalhando em suas canções. Essa grande decisão acarretou em um resultado positivo, logo o cantor foi contatado pela equipe da Internet Money, que descobriu suas faixas na internet e assinou com a 10K Projects.

Em dezembro de 2019, o músico lançou o mini disco Strawberry e neste ano, mesmo com a pandemia de coronavírus, não parou de trabalhar em casa. Morando com pessoas criativas e da música, o jovem conta que é incentivado a trabalhar pelas pessoas que convive e está se mantendo ocupado na quarentena, apesar de ser difícil encontrar a inspiração certa quando não se pode sair para experienciar o mundo exterior, como geralmente fazia no passado.

Seu lançamento mais recente é o single Lipstick, que sucede Cologne e o projeto de versões de alternativas da faixas Cologne Sessions. Alec Wigdahl promete muitas novidades para o futuro.

“Definitivamente há mais música a caminho, estou trabalhando todos os dias, eu acabei de lançar o meu novo single Lipstick e tem mais um chegando em breve, não quero revelar muito sobre, mas estou trabalhando em um projeto e definitivamente divulgarei mais músicas e vídeos no futuro. As pessoas terão que esperar, quero que elas fiquem surpresas”.

E também assegura que gostaria de passar pelas terras tupiniquins com sua música. “Nunca fui ao Brasil, eu amaria ir em breve. É o melhor sentimento do mundo ver o público daí gostando do meu trabalho, um salve para o Brasil! É louco ter pessoas de países que eu nunca fui, escutando as minhas músicas, eu mal posso esperar para visitar e conhecer vocês pessoalmente”, conta sem disfarçar a felicidade de ver suas canções conquistando os brasileiros.

Alec Wigdahl selecionou para sua setlist do evento, Jealous of Me, Dog Videos, Too Broke (faixa que de acordo com o cantor é muito pedida pelos fãs do Brasil em suas lives e comentários), o maior sucesso de sua carreira até agora Cologne e fez uma das primeiras performance de sua nova música de trabalho, Lipstick.


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