Current Date:maio 5, 2021

OFF ENTREVISTA: Conheça AUSTN, artista em ascensão no cenário da música pop e estrela das mídias sociais

Conversamos com o artista sobre sua nova música, carreira, internet e muito mais!

AUSTN é um dos nomes para ficar de olho nos próximos tempos! Com apenas 17 anos, o artista natural de Oregon, Estados Unidos, já conquistou um público bastante engajado e acumula números expressivos com o seu EP de estreia Chapter 1: In Betweenin’, lançado no ano passado.

Sua paixão pela música teve início durante infância, época em que também enfrentou problemas auditivos. Depois de passar por uma cirurgia para restaurar sua audição, AUSTN continuou a aprimorar seu talento vocal. Já na adolescência, o jovem despertou a atenção do público com seus covers cantando e tocando ukelele no Instagram, onde conquistou uma grande base de fãs e o título de estrela das mídias sociais.

Em 2019, AUSTN começou a trabalhar em suas músicas autorais e divulgou seu debut EP, o qual conta com uma de suas músicas mais populares In Betweenin’. Agora o cantor deseja apresentar uma nova era em sua carreira e as primeiras amostras desta etapa são Phases e o seu mais novo single Talk It All Back.

Recentemente, conversamos com o AUSTN sobre sua nova música de trabalho, trajetória na música, internet e planos futuros. Confira:


OFF: Como começou a sua história com a música? Quando surgiu o seu interesse?

AUSTN: Eu comecei a me interessar por música quando tinha cerca de 7 ou 8 anos. Basicamente, eu gostava de ouvir as músicas dos meus cantores favoritos e meio que copiava eles, cantava essas canções e desse modo eu me ensinava a cantar. A partir de então, meu interesse pela música só cresceu e  isso virou minha paixão.

OFF: Você se mudou para Los Angeles por causa da sua carreira de ator e foi aí que a sua carreira como cantor teve início. Como isso aconteceu? 

A: Eu pensava que queria que a minha carreira fosse na atuação, achava que esse era o meu caminho, então como os meus pais me apoiam muito, eles se mudaram comigo. Eu consegui um manager de atores e um agente e assim as coisas foram se desenvolvendo. Um ou dois anos depois, eu percebi que poderia estar cantando e foi quando o pessoal do meu gerenciamento musical entrou em contato comigo através de e-mail. Meu pai então pesquisou sobre eles, e nos encontramos, eles voaram da Filadélfia para Los Angeles e a partir daí começou a minha carreira como cantor.

OFF: Eu sei que você superou alguns problemas de audição durante a sua infância. Fale um pouco sobre isso.  

A: Quando eu era mais novo, obviamente não percebia, mas eu não conseguia escutar pelo ouvido direito. Eu estava no colégio e a professora ligou para a minha mãe para ela vir a uma reunião depois da aula. A minha mãe já tinha notado também, porque quando ela tentava chamar a minha atenção, eu a ignorava, porém na verdade não conseguia escutar ela.  A professora alertou a minha mãe e ela respondeu tipo “ok, eu percebi isso também” e a professora sugeriu que talvez os tubos dos meus ouvidos não haviam abertos completamente. Eu tive que fazer uma cirurgia e os médicos consertaram o meu ouvido, mas isso foi há muito tempo, não lembro exatamente o que eles fizeram. Depois disso, eu consegui ouvir. E é meio louco que mesmo com tudo isso, eu fui capaz de aprender música.

OFF: No ano passado, você lançou o seu primeiro EP Chapter 1: In Betweenin, o qual conta com a canção de sucesso In Betweenin. Como foi a experiência de trabalhar neste projeto e que mensagem você quis transmitir através dele?

A: Trabalhar nesse projeto foi super divertido, porque foi a primeira vez que eu pude de verdade estar no estúdio  e trabalhar com outras pessoas do mundo da música, produtores e compositores.  Tudo era novo para mim, mas foi muito legal e divertido. Depois que as canções foram lançadas, foi muito legal ver o que eu tinha trabalhado estava disponibilizado para todo mundo e poder ouvir o feedback das pessoas sobre isso. Foi muito bacana, pois muita gente se identificou com o que eu estava passando que eram sentimentos e emoções puros e autênticos que adolescentes têm e foi legal que eu fui capaz de me conectar com o público.


OFF: Podemos esperar o “Chapter 2 “, a segunda parte, em breve? 

A: Bem, eu não sei, provavelmente em breve. Mas sim, com as novas músicas que estou lançando tem mais coisa para vir por aí.

OFF:  Há planos para um álbum?

A: No futuro, sim!

OFF: Você acabou de lançar o single Take It All Back. Qual é a história dessa música? 

A: Essa música é sobre aquele momento depois que o relacionamento acaba, onde você meio que se arrepende de ter terminado. Penso que muitas pessoas passam por isso. Pode ser o caso em que elas se arrependem muitíssimo de ter acabado ou quando o casal sabia que era preciso terminar, porém há um pouquinho de arrependimento. Take It All Back é sobre recordar as lembranças e os momentos que você teve com essa pessoa e desejar voltar para isso por um momento.

OFF: Você é bem novinho e já escreve sobre vivências bastantes pessoais. Como você se sente sobre isso? 

A: Eu não sei (risos)! Me fazem essa pergunta bastante, mas eu não sei! Apenas escrevo sobre esses sentimentos e coloco eles para fora.

OFF: Como está sendo a recepção de Take It All Back?

A: A recepção está sendo ótima! As pessoas que me acompanham são incríveis e elas demonstram muito apoio. É muito legal, pois todas elas têm uma opinião, um feedback que eu amo ouvir. É muito bacana que agora todo mundo pode escutá-la, pois eu estive ouvindo ela por cerca de quatro, cinco, seis meses só esperando para divulgar essa música para o público e agora ela finalmente foi lançada.

OFF: Você também escreve as suas músicas. Como é o seu processo de composição? 

A: Quando componho sozinho, eu apenas abro o bloco de notas do meu celular e escrevo, quando estou inspirado ou me sinto de algum modo e quero expressar isso. Eu nunca me forço a compor todos os dias, eu escrevo quando quero. Não tenho uma estrutura certa para começar a compor, eu só escrevo como estou me sentindo e transformo isso em letras de música. Depois que tenho a letra, decido se quero que isso seja o início da canção ou o refrão e sigo daí.

OFF: Eu percebi que os seus fãs são muito fiéis e apaixonados por você.

A: Eu sei! É muito bacana! É legal ver as pessoas que me acompanham há um tempo já, ver os comentários delas e todo o apoio, isso me deixa muito feliz!

OFF: Eu sei que você ama a Julia Michaels e provavelmente dirá o nome dela agora. Que artistas servem de inspiração para você? 

A: Julia Michaels é definitivamente uma delas, eu também gosto muito de Harry Styles, Tash Sultana, Benee, que está fazendo muito sucesso com a música Supalonely. Minha irmã me apresentou ela e eu fiquei “uou essa menina é muito legal”, comecei a escutar ela no repeat e alguns meses depois a música da Benee estourou e ela estava em #82 no Spotify Global e eu fiquei tipo “ai meu Deus!”. Então diria que são esses artistas e John Mayer e Jack Johnson, eu escuto eles há um tempo.

OFF: Com quem seria a sua a colaboração dos sonhos? 

A: Imagino que a minha parceria dos sonhos seria com John Mayer ou Sia. Seria muito legal porque eu escuto as músicas dela há um tempo e ela é incrível! Não sei porque não citei ela como uma das minhas inspirações, pois a Sia é uma das minhas maiores referências.  

OFF: Você tem apenas 17 anos, mas já conquistou muitas  coisas. Acredito que você ainda tenha sonhos para realizar, qual é a sua maior meta?

A: Eu diria que o meu maior sonho, algo que eu venho falando há um ano já, isso nem é relacionado à música, eu quero muito um golden retriever, eles são muito fofos! Não sei bem porque um golden retriever, essa raça esteve ao meu redor por todos os lugares durante a minha vida inteira, então aleatoriamente eu fiquei tipo “esse cachorro é a minha alma gêmea (risos)”. Meu sonho, musicalmente, seria fazer tour, espero que em um futuro próximo, eu possa performar. Quero muito me apresentar em festivais, em  locais grandes e legais ao ar livre no verão.

OFF: Mas o seu sonho de ter um cachorro é fácil de ser realizado, certo?

A: Sim! Nós nos mudamos muito, o meu pai constrói casas e a gente mora nelas e depois nos mudamos para a próxima que ele está trabalhando, então na verdade é meio difícil de agora ter um cachorro, pois é muito trabalho e ele não é um cachorro pequeno, ele é um cachorro grande, então talvez no próximo ano isso possa acontecer.

OFF: Você é uma estrela das mídias sociais e existem grandes artistas que utilizaram a internet para alavancar suas carreiras, como Shawn Mendes e Justin Bieber. Como você percebe a importância das redes sociais para novos e jovens artistas?

A: Eu acredito que para novos e jovens artistas as mídias sociais são uma grande maneira de colocar o seu nome em destaque. É louco pensar em como a indústria da música evoluiu desde o seu início, pois antes não havia modo de um vídeo se tornar viral. Então é incrível que os jovens, assim como eu, que apenas tem uma paixão e talento tenham a oportunidade de se tornar virais e receber o reconhecimento que merecem.

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Ukulele twist to Phases Hope you like it:)

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OFF: Quais são os seus planos para este ano? O que vem por aí?

A: O que vem por aí é, obviamente, músicas novas e uma nova era, posso dizer assim, uma nova fase minha como pessoa e como artista. Tive muito tempo para pensar sobre quem eu sou, como eu me projeto como artista, o tipo de música que quero lançar e como os clipes devem ser. Então acredito que as próximas músicas e conteúdos que vão sair, irão agradar o pessoal, pois eu tenho muita participação nisso e sinto que eles são mais “eu”.

OFF: Você quer que essa nova era mostre a sua evolução como pessoa? Quem você é agora?

A: Sempre que eu faço uma música, faço isso durante todo o meu crescimento na vida, ela traz quem eu sou naquele momento e isso sempre irá mudar.  É apenas uma nova era minha e de quem eu sou.

OFF: O que você anda fazendo durante a quarentena? Criando música, assistindo Netflix?

A: Sim! Muitos filmes e Netflix! Eu estou muito grato que essa nova série foi lançada, Outer Banks, é muuuito boa! Se você ainda não assistiu, eu recomendo fortemente! Ela é o maior hype agora. Não querendo me vangloriar ou algo assim (risos), mas no primeiro dia que Outer Banks saiu, eu estava mexendo na Netflix e achei ela e assisti a temporada inteira em meio dia, eu estava totalmente focado nisso. 

OFF: E artisticamente?

A: Eu estou compondo sempre que a inspiração aparece. Na maioria das vezes eu estou por aqui (no quarto), tenho um microfone e um ukelele, então só sento na minha cama e crio, toco, anoto o que ficou bom, gravo, é isso.

OFF: Muitos artistas estão fazendo lives. Pretende apostar nisso também?

A: Eu fiz lives alguma vezes. Provavelmente isso é algo que você não deve estar esperando como resposta (risos), mas eu me sinto muito estranho em livestream, prefiro pessoalmente. Então me critico muito fazendo lives, me sinto bastante esquisito fazendo isso, porém talvez eu faço mais algumas. Gostaria de  fazer umas jam sessions, onde eu possa relaxar e as pessoas possam escutar como se estivessem ouvindo um vídeo de você cantando. 

OFF: Você nunca veio ao Brasil. Gostaria de visitar o país, conhecer os seus fãs daqui, talvez fazer um show? 

A: Eu amaria isso! O Brasil parece ser o melhor lugar para se visitar, as praias, tudo parece tão lindo!  Tenho alguns amigos que são de família brasileira, vejo as viagens deles para aí e isso me faz ter muita vontade conhecer o país.

OFF: Sempre terminamos as nossas entrevistas com um recado para o público. Você pode mandar um recado para os seus fãs brasileiros?

A: A mensagem que eu gostaria de falar para os meus fãs seria: seja você sempre! Porque quando você é você mesmo, o melhor, as melhores pessoas, as melhores coisas serão atraídas para você e virão ao seu caminho. Quando não se é autêntico, coisas falsas virão até você. Então seja você mesmo e curta a vida! 


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Reportagem: Victória Lopes