Current Date:junho 24, 2024

OFF ENTREVISTA: Daya Luz fala sobre seu single “foguenta”, carnaval e empoderamento feminino

A artista contou detalhes da nova música e falou sobre os próximos passos na carreira

Daya Luz é reconhecida por entregar trabalhos impecáveis no mercado do entretenimento. Cantando, compondo e dançando, a paulistana de 28 anos se entrega de corpo e alma em suas produções e esbalda energia.

Na estrada desde 2016, Daya já trabalhou com grandes nomes da indústria musical e possui parcerias internacionais. Seu primeiro grande lançamento, “Olha Pra Mim”, foi dirigido por Neville Page – diretor de criaturas do filme “Avatar”  e a faixa  “Te Dominar” entrou para a trilha do jogo mundialmente conhecido Just Dance. 

Posteriormente, a artista iniciou uma parceria com Alfredo Flores – diretor musical conhecido pelos trabalhos com Ariana Grande e Justin Bieber – no clipe de “Tudo de Bom” e repetiu a dose em Los Angeles para o lançamento de “Depois Não Chora”. Daya também entrou na lista das 50 Virais do Brasil no Spotify  com a faixa “Vai Pirar”, parceria com o cantor Buchecha.

Seu canal do Youtube já acumula 20 milhões de visualizações e agora a cantora aposta em novos ritmos que prometem aquecer o carnaval. Confira nosso bate-papo com a artista:


OFF: Você já realizou trabalhos no exterior, gravou clipes em grandes metrópoles, e agora com Foguenta traz toda essa brasilidade, como foi o processo de gravação?

Daya Luz: Me diverti muito gravando Foguenta, me trouxe para um conforto, porque eu voltei às minhas origens de comunidades, eu cresci em uma comunidade de São Paulo, então gravar nas comunidades de Recife foi incrível, com toda a energia do povo participando. Os figurantes eram as pessoas que estavam ali por perto e a gente chamava para participar do vídeo, a equipe também era 100% pernambucana então trouxe toda essa energia, esse olhar do brega funk, do passinho, foi muito divertido. Parecia que eu estava em um fim de semana brincando com meus amigos e ao mesmo tempo gravando.

 

OFF: Você acha que é importante mostrar esses outros lugares do Brasil? Principalmente no nordeste?

DL: Acho, principalmente por ser o brega funk, que nasceu no Pernambuco. Então, mais do que um ritmo, mais do que fazer uma música com o brega funk, acho que o mais coerente é mostrar onde nasceu, mostrar a cultura do passinho nas comunidades, trazer toda a galera do passinho, da comunidade mesmo. O brega funk é um ritmo que nasceu nas comunidades e eu quis trazer isso, os dançarinos, o coreógrafo que já está acostumado com essa dança, e também trazer o olhar do povo nordestino, eu quis transmitir essa energia, mostrar toda essa beleza e essa cultura de Recife, com o brega funk e o passinho.

OFF: E como é ser mulher nesse espaço do brega funk que está crescendo cada vez mais?

DL: Quando eu cheguei em Recife eu até perguntei dos artistas que tinham lá, quis saber mais sobre os artistas e o que eu mais ouvi é que não tinham muitas mulheres no brega funk. Eu sou uma artista que costumo lançar música pop e pretendo continuar lançando o que for a minha verdade, o brega funk surgiu porque eu tenho família em Recife, metade da minha família está lá, meu pai foi criado em Pernambuco, então eu quis mostrar esse outro lado, trazer minhas raízes pra esse trabalho. Fiquei muito feliz de ser uma das poucas mulheres a representar o ritmo, poder fazer uma música com o brega funk misturando o pop, mostrando toda a cultura do povo. Acho que é um ritmo que está crescendo cada vez mais e que logo vai ter muitas outras artistas também.

OFF: Falando um pouco sobre a música, o que é uma mulher foguenta? O que a música representa?

DL: Eu fiz essa música porque eu já passei por uma situação como essa, eu já fui a foguenta. Já me dediquei a um relacionamento e fui traída, já chorei e também já fui a foguenta, que ao invés de chorar, foi ser feliz, curtir a vida. A música trabalha um empoderamento de uma forma leve, mostrando uma mulher forte, decidida, que sabe o que quer, que quer ser feliz independente de uma situação e de um relacionamento que não deu certo. Ela vai atrás da felicidade dela, até porque, eu costumo dizer que a nossa felicidade depende de nós e não de outra pessoa. Foguenta mostra isso, uma mulher forte e decidida.

OFF: Foguenta é o hit perfeito para o carnaval, você tem planos pro carnaval desse ano? 

DL: Sim. Quando a gente começou a criar essa música a gente viu que tinha um grande potencial pra ser uma música trilha de carnaval, até porque o carnaval tem muitas foguentas (risos). É um momento em que todo mundo quer curtir, quer ir para os bloquinhos, e tem muita mulher foguenta, então a gente acha que é uma música com potencial, sim. Eu tenho planos em Recife, já tenho uma agenda. A música já está tocando bastante nas rádios de lá, a galera está replicando, fazendo coreografia, fazendo challenges, eu estou postando tudo nas minhas redes sociais e pretendo fazer muita coisa em Pernambuco, em breve todo mundo vai ficar sabendo.

OFF: Você tem uma parceria com o Buchecha, que foi um sucesso, tem mais alguma parceria em vista?

DL: Sim, fiz Vai Pirar com o Buchecha, foi incrível, unimos forças. Foi uma música que ficou entre as mais tocadas no Brasil, foi para as virais do spotify e eu acho que parceria é isso, é unir forças para fazer com que a música cresça. Quero muito fazer outras parcerias, sim. Já estou analisando para esse ano, é um ano em que eu quero lançar muitas músicas e lançando muitas músicas a gente quer também que tenha parcerias no meio.

OFF: Com quem seria seu feat dos sonhos? 

DL: Com a Ivete Sangalo. Ela é minha diva inspiradora desde que me conheço por gente. A forma como ela trata os fãs, a energia que ela transmite, o bom humor dela que eu amo, ela é um artista super engraçada, me identifico muito com ela. No palco também, tudo o que ela transmite é um furacão. É uma das artistas que tenho o sonho de gravar uma parceria.

OFF: Falando em inspirações, quais são suas principais? E o que não pode faltar na sua playlist?

DL: Eu sou muito eclética e muito de momento. Tem dias que quero ouvir Racionais MC para relembrar minha infância porque eu ouvia na minha quebrada, tem dias que eu estou mais romântica e quero ouvir Marisa Monte e tem dias que eu quero ouvir só Daya Luz, quero dar play só nas minhas músicas (risos). Também tem os momentos em que gosto de ouvir hip hop, reggaeton. Quando estou com meu marido gosto de ouvir músicas mais sensuais, The Weeknd, Rihanna, então vai de momento mesmo.

OFF: O que mais podemos esperar de Daya Luz para 2020?

DL: Muitas músicas, Daya Luz quer bateção esse ano (risos). Vamos lançar bastante música, não vamos ficar esperando muito tempo pra lançar. Já tem muita música pronta, clipe em andamento, sendo finalizado. Esse ano eu quero arriscar mais, quero lançar sem medo do que as pessoas vão pensar ou do que o mercado vai dizer, quero fazer o que eu amo.


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