Current Date:outubro 25, 2021

Omar Rudberg, de “Young Royals”, compartilha em podcast sobre vida antes da série, mudança para a Suécia, carreira musical e experiência na escola

Na manhã do último domingo (5), foi liberada uma entrevista dada pelo cantor e ator Omar Rudberg, o Simon de Young Royals, para o podcast sueco Framgångspodden. Durante o bate papo que durou cerca de 1 hora, Omar chegou a compartilhar um pouco do porque sua mãe, Wilnur González, decidiu se mudar da Venezuela quando ele tinha apenas 6 anos de idade, sua difícil experiência na escola, o começo de sua carreira artística fazendo parte do grupo FO&O e a vida após o sucesso da primeira temporada da série. Leia a seguir:

Sobre a vida após a série: Omar disse que não chegou a sentir muita diferença no seu dia a dia  depois de Young Royals, mas notou popularidade e diferenças nas redes sociais. O ator chegou a contar que ele e Edvin Ryding, seu parceiro de cenas e intérprete de Wilhelm, trocam mensagens, de vez em quando muito aleatórias, sem entender todo o sucesso que a série está fazendo nas redes sociais. 

Sobre ter se mudado da Venezuela e sua mãe: Seus pais se separaram quando ele tinha apenas um ano (ele preferiu não compartilhar a história por ser triste), e por um tempo Omar cresceu apenas com sua mãe (seu pai biológico faleceu), até que ela conheceu seu padrasto, que se tornou uma luz na vida dela e quem o Omar considera seu pai. Eles se mudaram da Venezuela quando tinha seis anos porque a vida lá nem sempre foi fácil para sua mãe, quem ele considera uma guerreira e uma mulher muito forte, além dela querer um futuro melhor para ele.

O entrevistador chegou a perguntar se Omar teria alguma pergunta que ele gostaria de fazer para seu pai biológico e Omar disse que sim, mas sabe que ele não responderia porque sua mãe já chegou a questioná-lo antes e ele não respondeu. A pergunta seria, “‘Para onde foram todas as nossas coisas?’ porque ele nos deixou sem nada”. Omar continuou “É uma loucura tirar as coisas íntimas de outras pessoas, roupas, fotos, minhas joias de quando eu era bebê…”.

Sobre sua vida escolar: Durante a escola primária, Omar tinha dois melhores amigos latinos que o ajudaram muito que ele se mudou para a Suécia, já que podiam falar espanhol e sueco com ele. Mas, quando se mudou de Gotemburgo para Asa, que fica em Halland Kungsbacka, uma cidade fora de Gutemburgo, um local que não tem muitas pessoas de fora como moradores, consequentemente, teve que se mudar de escola as coisa ficaram complicadas e as crianças começaram o provocar e intimidar.

“Existem duas escolas lá, uma antiga e uma mais nova. Eu comecei a estudar na nova, na quarta série. Na época, eu tinha aprendido sueco, mas não no mesmo nível que todo mundo, eu ainda não tinha sido educado totalmente quando o assunto era a língua sueca. Eu também era o único aluno de fora, o único com a pele escura, o único que cantava e dançava. E na escola as meninas iam com bolsas caras desde a quinta ou sexta série, os meninos tentavam agir de forma mais legal, jogavam futebol…basicamente uma cidade pequena. E foi aí que tudo começou e onde tudo começou a ficar mais difícil para mim. (…) Eles falaram coisas muito cruéis para mim, coisas que nem quero…eles falaram tudo o que você pode imaginar. A n-word com certeza. As pessoas começaram a pesquisar no Google pessoas negras e eles começavam a tentar provar para mim que eu me parecia com as imagens. E eu queria provar o contrário…então eles me chamavam da n-word, mesmo eu não sendo, eu sou latino, eu não sou negro, não sou africano.”

Ele chegou a contar que as crianças faziam comentários racistas e falavam sobre sua aparência. Omar conta que é latino, mas as crianças o chamavam pela n-word (forma como as pessoas se referem a palavra pejorativa ‘nigga’) por ele ter uma pele mais escura e cabelo cacheado preto. O cantor contou que o bullying era horrível e que chegava em casa chorando e que seus pais tentaram o ajudar de todas as formas: conversando com a escola, com os pais das outras crianças, etc. Omar revelou que tinha medo de se bronzear durante o verão pois tinha medo de ser “diferente”, por ser moreno naturalmente.

Sobre a sua antiga banda FO&O: Aos 13 anos Omar fez parte de uma banda chamada The Fooo, composta por Omar, Felix Sandman, Oscar Enestad e Olly Molander, que mais tarde mudou para The Fooo Conspiracy  e, após a saída de Olly em 2016, o grupo virou FO&O. A gravadora estava procurando por membros e descobriu Omar por meio do YouTube. Depois de abrirem para Justin Bieber a carreira do grupo explodiu e os meninos chegaram a abrir para outros artistas, como The Vamps.

Foi com o grupo que Omar se tornou conhecido na Suécia, e por esse motivo ele não chegou a sentir muita diferença na vida fora da redes sociais em questão de reconhecimento, já que já era um nome que as pessoas conheciam. Depois de alguns anos como grupo, cada um dos membros decidiram que gostariam de fazer sua próprias coisas e decidiram seguir caminhos diferentes (Felix, por exemplo, também se tornou ator e você pode encontrá-lo em Areia Movediça e Namorado de Natal, também na Netflix).

Apesar de ainda se darem bem, Omar contou durante a entrevista que chegou a se sentir um pouco estranho na banda, por ser um venezuelano na Suécia, mas que o fato não é culpa de nenhum dos outros integrantes.

Estes foram apenas alguns pontos citados durante a entrevista. Omar chegou a falar sobre exercícios de intimidade, e um pouco sobre seu teste para a série, e você pode conferir tudo acessando o Daily Rudberg, uma das principais contas de atualização brasileiras do ator e cantor.

Ainda não se tem um vídeo com a tradução em inglês ou português, mas caso você queira assistir sem tradução, é só clicar no link a seguir.